segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A Primeira Fotógrafa de Moda: Lady Clementina Hawarden

Lady Clementina Hawarden (1822 - 1865) é considerada a primeira fotógrafa de Moda. É daquelas mulheres que a gente admira por terem dado um passo à frente na história, porque no século XIX as mulheres ainda não tinham muito espaço socialmente. Naquela época, a fotografia era dominada por homens, com temas masculinos e principalmente arquitetônicos. O fato de uma mulher ter tido reconhecimento em sua época por apresentar temas femininos foi uma tremenda realização. 
Lady Hawarden trabalhava com uma câmera estereoscópica e fotografava na propriedade de sua família irlandesa em 1857 e continuou o seu trabalho quando se mudou para Londres em 1859. Lá, tirou fotos de suas três filhas mais velhas Isabella Grace, Clementina e Florence Elizabeth. As meninas foram freqüentemente fotografadas em poses românticas e sensuais. Lady Hawarden exibia suas fotos, ganhou medalhas de prata em 1863 e 1864 e era admirada por Oscar Rejlander e Lewis Carroll, que adquiriu cinco imagens de autoria da fotógrafa. Recentemente, a coleção de fotos abaixo foi avaliada em £150,000, aproximadamente R$450.000,00.

Na foto abaixo, à esquerda, Isabella Hawarden usa um vestido diurno convencional e sua irmã Florence (a moça do lado direito) teve a crinolina removida para o vestido caber na foto. O curioso é que a gente tem a impressão de que mesmo com crinolina o vestido caberia na foto... e está usando um tecido branco adicional envolto de uma forma que reflete a forma do vestido de Isabella.

 

Aqui, aparentemente é o mesmo vestido branco acima:


Esta foto de Isabella foi usada na capa da obra de Wilkie Collins intitulada Woman in White. A imagem tem um ar de solidão e mistério que caracteriza o trabalho de Lady Hawarden. 


Isabella e Clementina em vestidos boêmios. 
Opa! Você sabe o que é um vestido boêmio não é? Se não sabe, leia este post ;)
Não é curioso que quando tiramos aquelas roupas estruturadas dos vitorianos e eduardianos e colocamos neles roupas mais fluidas eles começam a parecer modernos? Até mesmo a atitude das duas garotas abaixo é super atual. 


Aqui, mais uma foto de uma de suas filhas. Lady Hawarden sempre as colocava em situações fantasiosas ou melodramáticas...


... aqui por exemplo, as filhas Isabella e Clementina atuam num psicodrama como se estivessem em uma pintura narrativa.



Clementina canalizando grande emoção, num estudo de luz e sombra.


Clementina vestida como um homem com Isabella com trajes da época.


Abaixo, duas imagens de Clementina em um vestido elaborado atuando como uma heroína trágica. Ela usa um véu, seria uma noiva abandonada?



Quartos silenciosos e escassamente mobiliados e mulheres em pose solenes usando roupas extravagantes. O mundo exterior é distante, como um sonho. Essa sensação de romance e fantasia caracterizam os temas góticos explorados na Era Vitoriana. As três filhas de Lady Clementina Hawardem parecem como versões crescidas de Alice do País das Maravilhas. A própria Lady Clementina conheceu Lewis Carroll como colega de fotografia. Na foto abaixo, referência à Alice? Em ambos os lados do espelho, um outro mundo:



Mais fotos:


Lady Clementina Hawarden morreu aos 42 anos em 1865. Tem sido sugerido que sua saúde estava gravemente afetada pelos produtos químicos utilizados nos processos fotográficos. Se ela tivesse vivido mais tempo, poderia ter se tornado uma das maiores fotógrafas do século XIX.
O museu Victoria and Albert de Londres inclui em sua coleção, fotografias originais de Lady Hawarden [aqui].


Fontes Consultadas (texto e fotos):
- http://www.telegraph.co.uk/culture/culturepicturegalleries/9854840/Lady-Clementina-Hawarden-one-of-Britains-first-female-photographers.html?frame=2473604
- Parte traduzida do texto foi autorizado por email por David Walker do The Library Time Machine.

domingo, 25 de agosto de 2013

Dica: Livros de História da Moda

De vez em quando me perguntam quais os livros mais indicados de História da Moda pra quem quer começar a estudar o tema. Eu uso livros nacionais e estrangeiros que aos poucos vou adicionando na minha coleção.
Estudantes de Moda também me contatam perguntando sobre, mas é comum que professores indiquem os principais livros logo nos primeiros dias de aula, então: não faltem! rsrsrs! E eu sugiro também que os estudantes deem uma passadinha na biblioteca da faculdade pois às vezes os livros estão lá, super à mão.
Também recebo emails de estudantes de história e de curiosos sobre o assunto, pessoas que acham o tema interessante e querem conhecer um pouco mais mas não sabem por onde começar.

Neste post citarei alguns que uso muito, que ficam à mão pra qualquer consulta rápida ou pra relembrar o que esqueci. Indicarei ótimos livros lançados em português pois não quero dar dicas aos leitores que sejam mais complicadas de se adquirir. Os livros lançados na nossa língua são bem mais fáceis de entender, e acho que só compensa adquirir livros estrangeiros se a pessoa é uma estudiosa do tema e quer aprofundar seus conhecimentos em uma época específica.

Vou indicar livros de História da Moda pra 3 tipos interesse:

1. Interesse inicial/pouco interesse: Se você não entende nada do assunto e quer aprender em uma linguagem simples, direta e cheia de ilustrações, recomendo o "A Roupa e a Moda- Uma História Concisa" de James Laver (dele mesmo, que criou a "lei"). O livro vai da pré-história aos anos 1970 do século XX.

2. Interesse mediano: para estudantes de Moda e pra quem já está em contato com o assunto mas quer saber detalhes sobre as roupas. Esse é o livro mais indicado nas faculs de moda: "História do Vestuário" de Carl Köhler. Tem fotos, desenhos e idéia de como eram os moldes. Há dois "probleminhas" neste livro: ele é muito, mas muito detalhado nas descrições das roupas, o que às vezes deixa a leitura maçante e ele vai até a década de 1870. Ou seja, nem chega ao fim da Era Vitoriana (o autor faleceu), mesmo assim é super indicado pelo conteúdo!

3. Interesse aprofundado: para quem quer aprender, para estudantes de moda e pessoas que já tem contato com o tema, recomendo o "História do Vestuário no Ocidente" de François Boucher. É um livro imenso (dá pra ver a diferença do tamanho dele pros outros na foto lá em cima), mas super detalhado e ricamente ilustrado! Vai da pré história ao fim da década de 1990. Eu sou apaixonada por este livro! E ele é muito fotogênico hehe! Não resisti de fotografar suas lindas páginas!
Outra coisa legal é que ele "aportuguesa" nomenclaturas, coisa que não é muito comum nos outros livros. Por exemplo: a túnica medieval houppelande se chama "opalanda" em português e o chapéu bonnet se chama "capota". 

Olha só o retrato que ilustra a capa do blog ali! 
É o retrato de Maria Luísa de Parma de 1765.


Livros sobre a Moda do Século XX
Vale abrir este espaço separado pros ótimos livros sobre a moda do século XX. Tanto porque esse século foi fascinante quanto pra atender aos interesses dos que apreciam a moda vintage e retrô. As indicações são:

- "Moda do Século" de François Baudot: quem leu meus posts, por exemplo, dos anos 1950, vai perceber que usei ele como referência. Ele é super completo e tem uma linguagem bem simples como o A Roupa e a Moda. Ele dá biografia de estilistas e é ilustrado como podem ver na montagem que fiz das páginas dele logo abaixo. No fim dos capítulos tem galeria de fotos de artistas e músicos que se destacaram em cada década.



- História da Moda do Século XX de Gertrud Lehnert: Usei muito nos anos da faculdade! Vivia com ele pra cima e pra baixo pra fazer trabalhos. Ele tem bastante informação, muitos detalhes, imagens. É bem completo e vai até os anos 90. É meu preferido! (talvez por motivos de memória afetiva dos tempos da facul haha).

- A Moda do Século XX de Valerie Mendes e Amy de la Haye: assim como os outros dá uma geral no século XX, não é muito ilustrado mas isso não é problema já que uma busca na web resolve. Ao invés de dividir a moda por década, como os outros, ele divide pelos movimentos da indústria e pela economia.


Espero que tenha ajudado! Boa leitura! ;D

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Historicismo na Moda: Século XVIII e Século XIX (Parte 1)

Costumamos dizer que em moda tudo volta. As tendências aparecem e desaparecem com uma velocidade cada vez maior, fazendo com que o criador de moda busque fazer releituras do que foi usado em séculos passados. Heranças estéticas de diferentes épocas são misturadas às modas atuais; mas nem sempre foi assim. 
O historicismo entrou em voga apenas no final do século XVIII e teve seu auge no século XIX, especialmente nos trajes femininos. Durante todo o século XIX, vimos muitas releituras de trajes de outras épocas.

Antiguidade Clássica: 
No final do século XVIII, já havia uma admiração pela antiguidade clássica, visivelmente manifestada no Neoclassicismo. Por volta de 1795, houve uma maior influência na moda: as mulheres começaram a vestir-se com vestidos fluidos, em tons pastel, semelhantes às túnicas gregas e romanas. Veja mais detalhes no post Moda na Era Diretório, Império e Regência.

Os vestidos usados entre aproximadamente 1804 a 1815 tinham cintura alta (posteriormente denominadas "cintura império"), pequenas mangas bufantes e o vestido caía leve, imitando o caimento das túnicas gregas.
 

Vestidos de 1805 e 1810:



Gótico:
A partir de 1810, uma "Idade Média mania" varreu a sociedade na chamada "Era Romântica". É possivel que esse nome derive do fato de arte, literatura e música focarem em emoções e sentimentos ao invés da racionalidade. O início dessa onda romântica foi devido à uma apresentação de uma peça de Alexandre Dumas chamada “Henrique III e sua Corte”. Nasceu aí, uma febre historicista na população, a moda queria reviver a era medieval e o estilo Elizabetano. Elementos do estilo "gótico" começaram a entrar em voga, especialmente no traje feminino. 
Você pode ler mais detalhes sobre isso no post da Moda na Era Romântica.

Vale esclarecer que quando falamos na referência "gótica" do período romântico, abrangemos os séculos XII ao XVII mesmo sabendo que a moda gótica vai até o fim do Late Medieval (século XV). Então, tenham em mente que não é errado - no caso deste período do começo do século XIX - englobar todas as referências de moda do século XII ao XVII num só termo: "gótico".

A maioria dos elementos estéticos da era "gótica" emprestados aos trajes do começo do século XIX são dos séculos XVI e XVII, na verdade Eras Renascença e Barroca. Esta era a percepção que o público em geral fazia da Idade Média na época: mangas bufantes e saias que se abriam na barra.

A imagem abaixo compara a moda romântica com o retrato de Leonora di Garzia di Toledo de 1555. Reparem na similaridade das mangas, no corte pontudo do corpete e no formato da saia.


A cintura era um pouco mais acima da cintura original. Os vestidos se abriam levemente na barra como os vestidos das eras Tudor e Elisabetana.  Mangas bufantes tinham recortes e enchimentos que lembravam mangas renascentistas. Saias volumosas, decoradas e armadas com diversas anáguas. Na terceira imagem abaixo, notamos inclusive o uso de um rufo.


Um fato curioso são vestidos desta época feitos com tecidos do século XVIII. Estes tecidos eram caros e as mulheres faziam ou alteravam seus vestidos com eles, buscando tentar reviver o poder e a grandeza da França da época da Casa Bourbon, de Louis XV.

Vestido feito em 1827 mas com tecido dos anos 1770-1780.


Bertha Collar: 
A gola "Bertha" é uma gola ampla, caída sobre os ombros, e geralmente emoldurando um decote profundo. Entrou em voga a partir da segunda metade da década de 1830. Foi assim nomeada em homenagem a Bertha de Laon, mãe de Carlos Magno. Golas similares à esta também foram usadas na Era Barroca e nos anos 40 do século XX.

Bertha de Laon, rainha francos (reparem na gola "caída" próximo à mão) 
e um vestido de 1842.

Gola Bertha em vestidos do começo do século XIX:
 


Gola "Van Dyke":
Este é o nome dado (posteriormente) às golas das pinturas das obras de Van Dyck.
Este estilo de gola forma entradas profundas e pontas decoradas. 


 Vestido de 1860 e retrato da Rainha Henrietta Maria da França,
ambos com a gola "Van Dyck".

O formato da gola lembra a estampa deste vestido de 1865.


Rococó: 
Na segunda metade do século XIX,  características do estilo rococó foram adicionados aos vestidos da época. Mangas e corpete suavemente justos, rendas, decotes quadrados, sobre saia aberta sobre outra saia ou anáguas decoradas, babados na saia, laços...
Leia mais sobre a Moda na Era Rococó.

Vestido de 1880 e retrato da Marquesa Madame de Pompadour de 1759:
semelhanças aparentes.

Vestido de 1878 e um de 1880: mangas ajustadas, muitas rendas, babados e saia que "se abre" revelando a saia de baixo.
 

A prega Watteau (nas costas), no vestido original de 1770 conhecido como sack dress ou robe à la Française e em um vestido de 1890 do estilista Charles F. Worth:


Vestido Artístico: 
Uma nova onda de popularidade do historicismo se deu com a arte dos pré-rafaelitas. Os artistas dessa tendência na pintura Inglesa, iniciada em 1848, tinham admiração pelos modelos clássicos da Alta Renascença. Admiravam a arte dos mestres florentinos do Renascimento, artistas como Raphael e Michelangelo. Os Pré-Rafaelitas criaram um novo tipo de beleza nas artes visuais - uma imagem medieval do ideal de feminilidade: descontraído, calmo, misterioso. As mulheres em suas telas estavam sempre em vestidos esvoaçantes.

Arte pré-rafaelita do século XIX:

Os Primeiros vestidos artísticos, criados sob a influência das pinturas pré-rafaelitas apareceram em 1850. O termo "vestido artístico" foi cunhado pelos próprios artistas: eles chamavam assim os vestidos do século XIX de inspiração medieval. O vestido Artístico dá destaque à mangas longas e principalmente à silhueta livre, muitas vezes, sem espartilho. Porém, estes vestidos ganharam maior popularidade somente a partir da década de 1870.

Os vestidos ilustrados abaixo não eram a alta moda da época, e sim, eram populares entre as meninas boêmias, ou seja, meninas despreocupadas com as normas gerais da sociedade, com os ideais burgueses e com os bens materiais.

O primeiro vestido é de 1894 e lembra muito a silhueta medieval; o do meio é de 1891, reparem a cintura e o caimento leve e esvoaçante da saia. Já o terceiro vestido tem as mangas soltas e largas como as mangas medievais e a saia igualmente esvoaçante. Todos tem a cintura menos rígida que as cinturas da alta moda da época. 

 

Como eu já havia postado no Facebook sobre o quadro abaixo, aí vai a resposta para as meninas que participaram:
No quadro é possível notar duas garotas juntas à esquerda - uma de amarelo e outra de verde - e uma terceira de verde de costas, elas são garotas boêmias que usam vestidos artísticos. Há também uma garota à direita - de vestido rosa, usando um vestidos artístico com prega Watteau nas costas. As garotas do meio do quadro (sentadas e duas em pé à direita, uma de branco e outra de azul) usam a moda burguesa tradicional da época (1883).

A maior influencia da moda boêmia na moda dominante talvez tenha sido o rompimento com o hábito de se usar corsets. A partir disto, começaram a aparecer vestidos fluidos, com motivos medievais e que não exigiam o uso do espartilho amarrado de forma mais rígida. Estes vestidos costumam ser chamados de "vestidos de chá", e eram usados ​​em casa, com a família ou para receber amigos próximos.

Vestidos de Chá: "herança" da influência boêmia na moda: 
cinturas mais soltas, saias fluidas e motivos que lembram a era medieval



Diretório/Directoire: 
A moda inspirada na Era Directoire (1795-1799) entrou em voga no final de 1880, em resposta à exigência da moda por uma silhueta mais natural. Veja mais detalhes no post Moda na Era Diretório, Império e Regência.

Vestido de 1790 e vestido de 1888.


Mangas Gigot (gigot sleeves): 
Após a Exposição Universal de Paris em 1889, tornou-se evidente que o moderno estava tomando o lugar do historicismo na arte. Sob a influência de uma nova estética, aparece  um novo ideal da figura feminina, no lugar das saias drapeadas estreitas, surgem saias ajustadas em cima e largas embaixo. O historicismo neste momento aparece em enormes mangas bufantes nos ombros e braços, chamadas de "Gigot", inspiradas obviamente na moda Renascentista e que já haviam tido seu momento no começo do século, na moda romântica.

Obra de Bartolomeo Veneto de 1510 e vestidos de 1894 e 1895:
 

 As mangas gigot também tiveram seu momento na Era Romântica:

Gola Alta:
Em 1890 também voltou a moda da gola alta ou "em pé", mesmo nos trajes de verão onde elas eram feitas com renda. Inspiradas, é claro, nas golas e rufos do século XVI.

Retrato da Infanta Catalina Micaela da Áustria de 1585 e traje de 1890 com gola rufo:

O mais comum nos trajes do dia a dia era a gola alta enfeitada com renda.
 Trajes de 1897 e 1899:

Este assunto continua ...


Fontes e referências:
Este artigo foi traduzido, adaptado e acrescentado textos e imagens das seguintes fontes:
grupo Costume History do livejoural; Artistic and aesthetic dress in the context of the visual arts in England the second half of the XIX century; Innovation of Youth Science: Abstracts of the Scientific Conference of Young Scientists. St. Petersburg., 2011. 
Nineteenth Century Fashion in Detail, de Lucy Johnston.

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NOTA AOS LEITORES


Olá, tudo bem?
Fico feliz que tenha chegado até aqui! Infelizmente não consigo responder todos os leitores com devida atenção. Me perguntam sobre livros que uso nos textos estão, eles listados neste link: https://modahistorica.blogspot.com.br/p/livros.html

Alguns textos foram escritos entre 2009 e 2013, num período que eu não anotei as fontes, por isso eles não as tem. Portanto, quem me escreve cobrando as fontes destes artigos, espero que compreendam que não posso colocar uma fonte que não lembro ao certo/exatamente qual foi, indicando algo errado. MAS os livros que uso estão no já citado link - pra quem quiser ir atrás deles. Sei que professores e orientadores lhes cobram fontes e nada melhor que ler livros pra adquiri-las.


A quantidade de emails e comentários é grande e soaria repetitivo e cansativo eu responder isso a um por um dos leitores. Gostaria que essa cobrança que às vezes vem como crítica, ficasse mais amena através da compreensão, pois quando comecei o blog não sabia que se tornaria tão grande e que viraria referência no Brasil.
Agradeço a compreensão (e os elogios ao blog).
Sana ♥