segunda-feira, 27 de maio de 2013

Lingerie Histórica - Parte 5: Crinolette/Bustle

Por volta de 1864, a forma da Crinolina começou a mudar. Ao invés de ser em forma de cúpula, a frente e os lados começaram a se estreitar, deixando apenas o volume na parte de trás. O tipo de crinolina que apoiava este estilo era conhecido como um Crinolette

O crinolette é composta por 26 meios-arcos costurados em uma meia-saia de algodão. Os meios-arcos eram conectados por dentro da saia através de tiras, que poderia-se apertar ou afrouxar dependendo do tamanho desejado.


1870
1870
Mas a Crinolette  foi rapidamente substituído pelo Bustle.

Bustle é a evolução da crinolette, que aconteceu entre 1867 e 1872. Eram feitos em tecidos pesados visando puxar a parte traseira de uma saia para baixo e esticá-la, mas podia perder a sua forma no uso diário devido à movimentos como sentar-se ou movimentar-se com freqüência. Os crinolettes e os Bustles eram mais restritivos que as crinolinas, a frente reta e as tiras presas ao redor do corpo tornavam os movimentos mais difíceis.  O problema de sentar era resolvido empurrando o bustle para o lado ou sentando na ponta dos assentos.
Abaixo, bustle de 1875, 1885-87 e um desenho:


Muitos cartoons fizeram piada dos bustles, comparando as mulheres à besouros ou caracóis.


Com o bustle, o tecido em excesso e os enfeites foram transferidas para a parte de trás da saia. Esse volume ainda era necessário para dar a mulher a aparência de cintura fina e quadris largos. Entre as décadas de 1870 e 1880, o bustle teve as mais diferentes formas. Apenas durante um curto período entre 1878 e 1882, nenhum tipo de bustle foi usado e as costas dos vestidos eram retas. Mas então, ele reaparece em 1885 atingindo proporções exageradas. 



A moda dos bustles imensos acabou em 1889. Entre 1890 e 1900, o bustle sobrevive como um suporte elegante para as saias, pois equilibrava a famosa silhueta em S que empurrava o busto pra frente e os quadris para trás. A peça caiu em desuso entre 1905 e 1913, ao mesmo tempo que o corset.


 
Hoje em dia os bustles -  estruturas de metal - são raros, as exceções são nas coleções alta costura e vestidos de noivas. Mas durante uma época do Late Victorian as mulherem não usaram o bustle, foi a chamada era da "silhueta natural", elas apenas modelavam e davam volume à parte de trás  com os tecidos dos vestidos.
Um famoso exemplo recente de vestido com o bustle feito apenas em tecido, é o vestido feito pelo estilista Eiko Ishioka, que ganhou um Oscar por seu figurino no filme Drácula de Bram Stoker.




Mais sobre lingerie histórica:Lingerie Histórica - Parte 1: Farthingale e Guardainfante
Lingerie Histórica - Parte 7: Corsets (em breve)

O texto foi escrito pela autora do blog de acordo pesquisas em livros de Moda lançados no Brasil e no exterior. Se forem usar para trabalhos ou sites, citem o blog como fonte. Leiam livros de Moda para mais informações e detalhes.
*Originalmente postado em meu outro blog, o Moda de Subculturas.

3 comentários:

  1. Lindos esses posts *-* Arrasou :3

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  2. Descobri seu blog ontem, graças a Deus! Amei os posts, assuntos maravilhosos, dúvidas que eu tinha. Parabéns!

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NOTA AOS LEITORES


Olá, tudo bem?
Fico feliz que tenha chegado até aqui! Infelizmente não consigo responder todos os leitores com devida atenção. Me perguntam sobre livros que uso nos textos estão, eles listados neste link: https://modahistorica.blogspot.com.br/p/livros.html

Alguns textos foram escritos entre 2009 e 2013, num período que eu não anotei as fontes, por isso eles não as tem. Portanto, quem me escreve cobrando as fontes destes artigos, espero que compreendam que não posso colocar uma fonte que não lembro ao certo/exatamente qual foi, indicando algo errado. MAS os livros que uso estão no já citado link - pra quem quiser ir atrás deles. Sei que professores e orientadores lhes cobram fontes e nada melhor que ler livros pra adquiri-las.


A quantidade de emails e comentários é grande e soaria repetitivo e cansativo eu responder isso a um por um dos leitores. Gostaria que essa cobrança que às vezes vem como crítica, ficasse mais amena através da compreensão, pois quando comecei o blog não sabia que se tornaria tão grande e que viraria referência no Brasil.
Agradeço a compreensão (e os elogios ao blog).
Sana ♥