terça-feira, 31 de dezembro de 2013

A Moda Masculina de 1770 a 1789

As roupas masculinas mudaram muito lentamente no século XVIII. França e Inglaterra lideravam tanto na moda masculina quanto na feminina.
Leia também: 
A Moda Masculina de 1700 a 1770
A Moda Feminina de 1700 a 1750
Existe diferença entre a Moda Georgiana e a Moda Rococó?

O perfil masculino afinou durante as últimas décadas. Os brocados extravagantes do começo do século deram lugar a tecidos mais finos em cores lisas ou em listras e os adornos lentamente desapareceram até o fim do século. A casaca ficou mais justa e as pontas da frente se abrem ainda mais. O colarinho é reto, as mangas são abotoadas. 


 A influência da moda campestre inglesa simplificou os trajes masculinos do fim do século XVIII (década de 1770):


O colete terminava em duas pontas de cada lado do abotoamento frontal e aos poucos essa ponta foi encurtando, até que se tornaram retas na cintura. A peça passou a não mais ser abotoada da gola à bainha.

O colete ganha pontas retas na cintura e não mais é abotoado até o pescoço
Podemos ver dois modelos de colete em voga, o antigo, com pontas bem bicudas e o novo modelo com pontas cada vez menores.

Os "exageros" permanecem apenas no traje de corte, composto de casaca, colete e calça em tecidos luxuosos e frequentemente realçados por babados misturados a fios de ouro ou prata, paêtes metálicos e vidros coloridos.
O chapéu à Androsmane cuja terceira ponta é fechada por uma dobra da aba anterior prefigura com sua forma alta e alongada.

chapéu à Androsmane

O Frock Coat.
Com as laterais se afastando da cintura, o casaco se manteve longo nas costas caindo em três partes com duas aberturas. Baseado nas roupas inglesas de montaria este design foi chamado de frock coat ou redingote e influenciou também a moda feminina.
Curiosidade: Nos primeiros anos do século XIX, as aberturas das costas se fecharam e a saia caiu em cauda. Essa foi a origem do fraque, usado até hoje formalmente para casamentos e bailes.

As costas com duas aberturas, futuramente originariam o fraque.

Macaronis
Enquanto os homens abandonavam lentamente os adornos desnecessários influenciados pela moda inglesa, havia um grupo de jovens que, ao contrário, queriam o exagero absoluto. Eles são referidos como Macaronis e apareceram entre as décadas de 1770 e 1780. Eram jovens ingleses que adotaram a alta moda da França e Itália. O estilo deles era espalhafatoso, exagerado, super ornamentado e frívolo. Usavam altíssimas perucas empoadas, pequeninos chapéus tricórnio e ramalhetes de flores. Eram vítimas de muitas piadas e caricaturados de forma agressiva. Escandalizavam pelo fato de serem obcecados pela moda em primeiro lugar. O século XVIII foi o período em que a moda se tornou de gênero e eles estavam destruindo esta regra. Por uma variedade de razões, naquela época, a palavra "Moda" se tornou um assunto de mulher. Ao se envolver com  a alta moda, eles estavam usando a moda como as mulheres usavam, o que foi muito escandaloso.
Leia mais sobre os Macaronis no post: Visuais que chocaram épocas.

Macaroni: Caricarura

De perucas à cabelos reais
No fim do século XVIII, as perucas foram descartadas por muitos homens em favor de um cabelo "selvagem", despenteado. O chapéu tricórnio, que se tornou menor e menos ornamentado desde meados do século, foi abandonado na Europa; no lugar dele foram usadas as primeiras cartolas.

Casaco, colete de barra reta, culotes, meias listradas e um chapéu de copa alta, que originaria as cartolas:


Culotes (breeches) 
Os culotes se tornaram mais ajustados no fim século XVIII.

Nestas fotos da década de 1780, é possível ver como as roupas se simplificaram e a silhueta afinou, inclusive com os culotes ficando bem justos.
 

O traje escocês
Vale a pena abrir um espaço pra falar do "kilt", surgido no século XVIII. 
Documentos antigos mostram que os escoceses usavam uma peça retangular vestida por cima da roupa. Esta peça, com listras entrecruzadas, foi enrolada na cintura e a ponta jogada por cima do ombro, sendo combinada com túnicas, coletes e calças curtas. Era uma roupa aristocrática e a disposição das listras entrecruzadas se tornou o xadrez dos clãs escoceses (uma espécie de brasão). 
Em 1720, o kilt foi registrado pela primeira vez. A peça retangular citada acima (conhecida hoje como great kilt) foi cortada, a parte de baixo enrolada em torno da cintura e presa com um broche e a parte superior se tornou uma echarpe independente. Posteriormente os highlanders adotaram este traje como uniforme militar.

Os primórdios do Kilt, em 1734.

Curiosidade: um alfaiate chamado Dartigalongue anunciava em 1770 que era possível comprar em sua loja roupas todas prontas, de todos os tamanhos. Era a primeira idéia da moderna confecção pret à porter.

Fonte de Pesquisa da autora:
História do Vestuário no Ocidente
The Eighteenth Century
A Roupa e a Moda

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

A Moda Feminina de 1700 a 1750

O século XVIII viu o nascimento da indústria moderna da moda na Europa. As revistas de moda surgiram, assim como as fashion plates (lâminas de moda). Pela primeira vez, os estilos podiam ser desenhados e copiados amplamente. A moda começou a mudar mais rapidamente liderada por Paris e Londres. As modas eram ditadas não por motivos práticos, mas por tendências de arte, cultura, política, novos descobrimentos, inovações tecnológicas e avanços científicos. Algumas modas européias eram, de fato, tão impraticáveis que renderam à seus usuários uma incapacidade de fazer as atividades diárias.
Fora de Paris e Londres, a moda mudou lentamente. Nas terras de clima quente, roupas eram básicas e até mesmo inexistentes. O conceito de mudança de modas (tendências) era algo inimaginável em outros países. Em alguns lugares, roupas estruturadas de forma simples eram belamente adornadas seguindo estilos e moldes que não mudavam há gerações.

A Roupa Feminina de 1700 - 1750
As roupas usadas pelas classes altas da França e da Inglaterra definiram os estilos usados na Europa Continental e na América. Apesar de haver variações regionais nas roupas das pessoas das classes trabalhadoras, a classe alta num geral usava roupas muito parecidas.
No século XVIII as mulheres pararam de usar os corpetes pontudos com um vestido aberto sobre uma saia. Este estilo continuou apenas na primeira década do século XVIII mas logo foi substituído pelo sack ou sack back dress.

O Robe à volante (Sack Dress)
Surgiu em torno de 1705 e tornou-se rapidamente popular permanecendo em voga até a década de 1780, embora houvessem outros estilos de vestido a partir de 1720. O robe à volante era um vestido largo e sem uma forma muito definida, tinha um pedaço de tecido preso ou pregueado dos ombros à bainha na parte de trás. Algumas vezes a amplidão da saia de cima era presa na saia de baixo o que fazia com formasse puffs, era comum prendê-la para alcançar os bolsos que eram colocados sob o panier. A frente da saia poderia ser aberta para mostrar a saia de baixo, ou  fechada. Na frente há pregas largas enviesadas no decote. Uma característica muito peculiar do robe à volante são as mangas partindo do ombro, planas no topo e mais largas nos cotovelos, terminando com um punho rígido e plissado. São combinados com um penteado leve, muitas vezes sem touca.




Panier (pannier)
O que dava forma ao "sem forma" robe à volante eram os paniers. Era uma estrutura larga feita de tecido,fitas, cana, barbatana de baleia ou de metal. O panier era inicialmente circular, mas a forma mudou entre 1725 e 1730 se tornando oval e maior, depois se estreitaram expandindo lateralmente. Havia paniers de todo tipo. A circunferência chegou a 3.60 metros em seu momento mais extremo. O vestido se tornou tão largo que as mulheres tinham que atravessar portas virando o corpo lateralmente. Mais tarde, os paniers foram feitos em duas partes, uma pra cada lado (pocket hoops). Ficaram na moda até a década de 1760 e continuaram parte do traje formal de corte mesmo após esta data.


panier inicial, arredondado.


panier num de seus tamanhos extremos


Roba à la Française
O robe à volante perde um pouco de seu volume e em torno de 1720 aparece o robe à la française. Ele tinha duas séries de pregas caindo soltas na parte de trás, do pescoço à bainha, cuja saia terminava em cauda. A frente era moldada num corpete justo com um stomacher triangular ricamente decorado preso nas laterais do corpete. Algumas vezes o stomacher era substituído por diversos laços em tamanhos decrescentes. O vestido de cima caía amplamente aberto sobre uma anágua (petticoat) de mesmo tecido bastante decorada. A decoração também contornava o pescoço com babados. As mangas eram médias, lisas e mostravam um punho cheio de rendas. Permaneceu como vestido de gala até a revolução francesa. O corte do robe à la française não varia. 

duas séries de pregas caindo soltas na parte de trás do pescoço
É comum em alguns sites estrangeiros, as pregas nas costas do robe à la française serem chamadas de "pregas Watteau". Porém as pregas não tinham esse nome na época e o pintor não participou de sua criação. 

Fonte de Pesquisa da autora:
História do Vestuário no Ocidente
The Eighteenth Century
A Roupa e a Moda

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

A Moda Masculina de 1700 a 1770

Na Europa e EUA a roupa masculina mudou lentamente durante o século XVIII. França e Inglaterra eram as líderes do segmento.

Três Peças Essenciais
O traje masculino formal tem a partir de 1720, três elementos principais: a sobreveste/casaco (justaucorps), a veste e o culote (breeches). Estas peças constituem o habit usado por todas as classes sociais, com diferenças no tecido ou ornamentação.

O habit é composto por 3 peças essenciais

A sobreveste/casaco (justaucorps) tinha a frente reta com botões do pescoço à bainha e ia até os joelhos, quase cobrindo os culotes; bolsos grandes, largas mangas com punhos extravagantes virados para fora e nenhuma gola. Tinha uma saia de fendas e pregas nas costas e do lado, sustentadas por crina. Era comum colocar arame na bainha para que ela ficasse erguida para fora. Na segunda metade do século, as pregas da saia diminuem e a frente se abre amplamente depois do último botão, com as abas indo para trás.

Sobreveste (justaucorps)

A veste tem tecido ordinário nas costas e tecido rico na frente e na ponta das mangas, era tão longa quanto o casaco e abotoada por toda a frente. Embaixo da veste, o homem vestia uma camisa branca com babados de renda no punho e na frente. Um cravat de renda era usado no lugar da gola até 1735. Depois, um stock (uma tira de tecido rígida) era usado, às vezes com uma tira preta chamada solitaire. A veste podia ser usada aberta pra mostrar a renda da camisa.

O culote  (breeches) ia até os joelhos, fechado por botões ou laços. À medida que a veste encurta, o cós do culote sobe, sendo necessário o uso de suspensórios. Meias de seda brancas ou coloridas eram enroladas no topo dos culotes e presas com uma liga.
Para roupa informal e entre os homens da classe trabalhadora um casaco chamado frock (frock coat) era usado, menos rígido e com uma gola pequena e virada.

Sobreveste e veste em destaque, 1745.

Mudança de Formas
No decorrer do século, tanto a saias do casaco quanto a veste se tornaram mais estreitas. A veste ficou mais curta, perdeu as mangas e ganhou o nome de colete (gilet) com pontas triangulares.
O casaco (justaucorps) se tornou mais justo. A partir de 1730, a frente se curvava para trás pra mostrar os culotes e podia ser abotoado somente até a cintura. Era incomum vê-lo todo abotoado.
Os culotes eram cortados justo às pernas, formando uma silhueta mais magra. 


O redingote, peça originária da Inglaterra (riding coat) é uma nova peça de roupa, inicialmente usada pra vigem ou esporte, aos poucos se torna peça de uso diário.



Chapéus e Perucas
As perucas diminuem de tamanho comparadas ao século anterior. Podiam ser estufadas com crina. Alguns homens usavam-nas mais pra trás cobertas por seus próprios cabelos na frente. O talco disfarçava a união do cabelo falso com o verdadeiro. Lá por 1715, as perucas eram empoadas, longas e com cachos de diferentes disposições na frente e nas laterais, com os cabelos caindo dos dois lados do rosto. Como isto era inconveniente, adotaram-se perucas mais curtas com o cabelo amarrado em tranças atrás. Em casa ou nos locais de trabalho os homens tiravam as perucas e vestiam pequenos toucados bordados. 
Neste período, o tricórnio era o chapéu adotado. Grande, com abas ondulantes e pala revirada a partir de 1730. Depois, diminuiu de tamanho e variou nos formatos, sendo decorado primeiro com penas e depois com um debrum. Era sempre levado sob o braço para evitar que o empoamento da peruca saisse. Chegou-se a fabricar tricórnios próprios para serem carregados e nunca usados.


Em casa
Dentro de casa, especialmente durante a manhã, os homens usavam um vestido solto chamado banyan sobre os culotes e a camisa. Eram feitos de seda e às vezes ricamente bordados. No inverno, eram acolchoados. Escritores e artistas são comumente mostrados em retratos usando um banyan e um toucado, um estilo que se tornou associado à atividade intelectual. 

banyan, 1760.


Fonte de Pesquisa da autora:
História do Vestuário no Ocidente
The Eighteenth Century
A Roupa e a Moda

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Banhistas da Era Diretório


A imagem acima é um cartoon publicado entre 1810-1815 que ilustra jovens banhistas da era diretório. Os homens usam calção curto e abotoado. A mulher está usando um traje específico para o banho na altura dos joelhos.
Se esta ilustração foi inspirada numa cena real, mostra um lado pouco visto e comentado desta época e porque não, revolucionário. Os elegantes calções masculinos; a presença feminina num momento tão "pouca roupa em público junto aos homens" juntamente com o fato de o elemento água e mulheres sempre terem sido cercados de superstições.

 Me veio à mente as seguintes questões:
- já havia um traje de banho masculino nesta época? Se sim, ela era bem ousada quando comparamos com os trajes de banho do século XIX.
- a imagem é fantasiosa?
- seriam estes trajes pertencentes à famosa juventude rebelde da época, os Incroyables et merveilleuses?
- seria um traje experimental?

Acredito - baseado em muita coisa que li - que imagens não devem ser consideradas verdades supremas em história da moda e da arte. A elite e suas roupas sempre eram melhoradas nas obras (assim como hoje nos photoshopamos); há cartoons irônicos e satíricos que são divulgados em sites e blogs como se fossem fatos reais; há diversas roupas históricas em museus que se revelam bem mais "simples" do que pareciam ser nas obras de arte e imagens (desenhadas) de época...

Vocês tem mais informações sobre a existência deste tipo de trajes de banho nesta época?  


Fonte: https://en.m.wikipedia.org/wiki/File:Le_Supreme_Bon_Ton_15_Les_Nageurs.jpg 
também publicado em La Revolution Française Images et récit. 1789-1799 de Michel Vovelle, 1986.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O que é e como fazer hip-pads de 1770-1795 (molde)

Hoje vou ensinar a fazer um molde do que é chamado de hip pad (ou hip rolls) destinado à dar suporte às roupas informais do século XVIII. 
O hip pad nada mais é que duas almofadinhas acolchoadas presas nas laterais dos quadris. Eles eram de tecido (algodão, linho) e enchidos com cortiça, lã, retalhos ou crina.
Hip pads remanescentes são raros, na minha rápida pesquisa encontrei apenas uma imagem de um que está no Museu de Belas Artes de Boston, feito de algodão ou lã e recheado com lascas de madeira e com tiras de lã. As medidas dele são 5.6 x 14 x 26 cm.

Quando falamos em moda feminina do século XVIII, logo nos vem à mente os paniers que davam volume lateral aos quadris. Apesar destas formas extremas serem características da época, no fim do século, com a popularização dos estilos campestres e informais da moda inglesa na França (lembram do meu robe a l'anglaise?), é possível observar uma variedade absurda de formatos e volumes de saia a partir de 1770 conseguidas através de hip e bum-pads colocados estratégicamente nos quadris. A silhueta da época ganhou circularidade, embora ainda houvessem paniers para os trajes formais. Essa silhueta arredondada no quadril permaneceu até meados de 1790, quando iniciou-se a Era Diretório.

Eu considero os hip pads super úteis pra quem quer fazer um figurino informal, campestre ou matutino do século XVIII. Acredito que em certos casos não é necessário a pessoa usar métodos autênticos de suporte para as saias, especialmente se for pra um trabalho de releitura ou num evento revivalista em que usará o traje apenas uma vez. O que é essencial, a meu ver, é conseguir a silhueta adequada e ter um conhecimento básico sobre a época da roupa.

O hip pad que ensinarei o molde agora pode ser usado como suporte de saias do período de 1770 - 1790. Abaixo, algumas obras de Michel Garnier em que se pode supor que as moças usavam hip-pads. Reparem que todas as cenas são informais e caseiras. Estas obras se situam entre fins da década de 1780 e começo de 1790. Clique pra aumentar.


*O molde está desenhado no papel quadriculado apenas pra mostrar pra vocês o passo a passo. O meu molde já foi feito meses atrás e eu simplesmente não me liguei de fotografar o processo! Então façam os seus em papel craft, jornal ou outro papel que usam pra molde.

Molde:
1. Meça com a fita métrica apenas a metade lateral de seu corpo num ponto um pouco abaixo da cintura e divida este valor pela metade. Chame de medida X (a minha deu 17,5).

2. Estude o traje que quer replicar e estime o comprimento (parte que "sai pra fora") do hip pad (eu usei 16cm). Adicione 6cm
à medida e chame de medida Y (a minha deu 22cm).

3. Use a medida Y como vertical e a X como horizontal e risque um retângulo.


4. Da letra Y, desça 6cm na linha e marque a letra A. Risque uma linha reta para auxiliar na futura curva que faremos aí.


5. No topo direito do retângulo coloque a letra B. Faça uma curva suave ligando A - B (com régua curva ou à mão livre).



6. Usando a medida X (a minha era 17,5), meça na linha A-B esta medida (usando fita métrica ou uma régua flexível) e marque a letra C.


7. Faça uma curva suave ligando C - D encostando nas bordas do retângulo.

Esqueci de escrever a letra D no papel; é à esquerda, na linha do X ;-)


8. Está pronto!
Lembrando que este é metade do molde, para o molde todo, basta carretilhar a linha do pad, desdobrar o papel e traçar do outro lado. Assim o molde fica inteiro e basta riscar no tecido. Não esqueça de quando passar pro tecido
adicionar 2cm para costura.


Você pode ver dois tracinhos no molde, é a parte que você deve deixar aberta pra poder colocar o enchimento. Depois de encher, basta costurar a abertura.

Enchimento:
Pode ser retalho, lã, esponja de almofada... eu usei manta acrílica.
Existe manta acrílica já cortada em pedacinhos mas eu comprei por metro (é mais barata), rasguei pedaços e fui enchendo...


As tiras de amarração você que decide qual o melhor comprimento pra amarrar em torno de seu corpo. Fiz com o próprio algodão cru.


Não deu pra eu tirar fotos usando os meus, mas no blog The Pragmatic Costumer tem um post com a moça usando. Ela os fez para um vestido colonial. Link abaixo das fotos.
crédito das fotos: http://thepragmaticcostumer.wordpress.com/2013/08/19/commercial-colonial-undergarments-supporting-a-slightly-more-historical-simplicity-3723-part-3/

Até a próxima! ^-^

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Revivalismo Histórico, Living History e Historical Reenactment: Diferenças!

Nas quatro últimas postagens, apresentei pra vocês artigos que escrevi neste ano para o site do Picnic Vitoriano SP. Vou indicar mais um último artigo agora. 
Recentemente no Brasil, surgiram grupos de Revivalismo Histórico que aos poucos tem conquistado público e espaço. Mas ao redor do mundo, existem além de grupos revivalistas, grupos de Living History e Historical Reenactment. O que são eles? Quais as diferenças entre cada proposta?
Convido vocês a darem uma passada no post, clicando no link seguir:

Revivalismo Histórico (foto Picnic Vitoriano SP):
Recomendo também a leitura desta matéria na Folha: http://folha.com/no1279978

Historical Reenactment:
 


 Living History:



Qual a diferença entre Reprodução, Réplica, Cópia e Releitura de trajes?

Você sabe quais são as diferenças? 

REPRODUÇÃO: Todas as medidas do modelo original (no caso, a roupa), assim como tecidos, materiais e técnicas, são seguidas à risca. Se uma peça foi feita à mão no século XIX, a reprodução também precisa ser feita à mão. Essas reproduções são mais comuns em museus de moda ou entre entusiastas da fidelidade histórica.

Costurar à mão é regra entre entusiastas de reproduções históricas


RÉPLICA - Embora alguns considerem sinônimo de reprodução, a réplica permite modificações nas medidas, tecidos, materiais (com inovações tecnológicas) e técnicas.
Ex: Se um vestido foi feito em linho na cor verde, é possível fazê-lo em algum outro tecido ou em outra cor. Se foi feita à mão antigamente, hoje pode ser feito à máquina. No exemplo abaixo, réplicas de trajes da loja Josette Blanchard Ateliê.


CÓPIA - É como uma réplica. Porém pode ser aplicada a produtos feitos em massa ou por muito tempo, como os corsets. Fazer stays elisabetanos e rococós ou corsets vitorianos hoje, é fazer cópias das peças do passado.

Stay atual

RELEITURA - É a atualização de uma peça ou de um estilo. Uma roupa do século XVIII pode ser relida e reinterpretada de acordo com a visão da pessoa sobre aquela época.
Abaixo, duas releituras da loja Dark Fashion: uma blusa masculina inspirada na Era Medieval e um corselet inspirado na Era Vitoriana.


Post escrito originalmente para o site Picnic Vitoriano SP. Link [aqui].

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NOTA AOS LEITORES


Olá, tudo bem?
Fico feliz que tenha chegado até aqui! Infelizmente não consigo responder todos os leitores com devida atenção. Me perguntam sobre livros que uso nos textos estão, eles listados neste link: https://modahistorica.blogspot.com.br/p/livros.html

Alguns textos foram escritos entre 2009 e 2013, num período que eu não anotei as fontes, por isso eles não as tem. Portanto, quem me escreve cobrando as fontes destes artigos, espero que compreendam que não posso colocar uma fonte que não lembro ao certo/exatamente qual foi, indicando algo errado. MAS os livros que uso estão no já citado link - pra quem quiser ir atrás deles. Sei que professores e orientadores lhes cobram fontes e nada melhor que ler livros pra adquiri-las.


A quantidade de emails e comentários é grande e soaria repetitivo e cansativo eu responder isso a um por um dos leitores. Gostaria que essa cobrança que às vezes vem como crítica, ficasse mais amena através da compreensão, pois quando comecei o blog não sabia que se tornaria tão grande e que viraria referência no Brasil.
Agradeço a compreensão (e os elogios ao blog).
Sana ♥